sábado, 20 de março de 2010





Quanto tempo ainda resta a todos nós, que andamos de lá pra cá sem muita vontade, sem muito destino, sem muita coragem?

Um pouco desinteressado sigo, o mundo é um borrão, como se visto de dentro de um brinquedo de um parque de diversões. Sairei confuso tambem?

Espero algo de impressionante acontecer, sem alimentar a pouca esperança que me resta.

Restos do que já fui e já quis ser olham de volta pra mim no espelho. O brilho dos olhos é a única coisa que me mantem aqui, isso e talvez o frio na barriga.

Olho o teto por horas, deitado no chão gelado, tragando a neblina densa que preenche o quarto escuro.



Meras lembranças do passado e do futuro incompleto me deixam a quilômetros de distância da realidade branca das paredes do quarto.

Agora penso um pouco em ti e um pouco em mim, brinco de imaginar o que somos e o que podemos ser, eu e você ou nós.

Isso me mantem acordado até os primeiros raiso de sol atravessarem com dificuldade a janela fechada.

Serei definido pra sempre por madrugadas deitado no chão e raios de sol falsamente promissores? Quem vai saber...



escrito por Gabriel Caropreso às 18:19


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