quarta-feira, 17 de junho de 2009



fotótipo

Somos todos iguais. Ou muito parecidos, se quiser.
Acontece que, para mim agora, eu só precisava de um cigarro, e que ela me abraçasse bem forte e dissesse o que quer que seja. Que sua voz doce soasse como soava quando ela suspirava hoje, mais cedo.
Que eu me aliviasse desse peso que me faz temer a gravidade.
Eu queria que ela me quisesse bem tambem. E só.
E depois, quem sabe?
Amanhã existe? Pra mim existe hoje.
E seu abraço que não tenho, e o cigarro que não tenho.
E o tamanho imensurável desse quarto.
E eu tão pequeno.
Só queria seus lábios, seu corpo quente, queria-te.
Eu e o Roberto, o John, o Belchior, o Marcelo, o China, o Chico, o Fagner o Fábio, o Frank, O Elvis...


escrito por Gabriel Caropreso às 22:55


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