terça-feira, 25 de novembro de 2008
colorir
Visto com prazer o papel que me é designado constantemente.
Não entender o que se passa ao meu redor já é parte de meu cotidiano, então me atento ao essencial.
Aos cavaleiros e dinossauros que passeiam no céu azul, quando ele é azul o suficiente para notarmos seus formatos.
À linha contínua que corre ao meu lado à direita, e aos traços que deixo pra trás à esquerda.
Não atento ao que me dizem, pois de nada importa para mim.
E o que poderia responder?
Respeito demais as palavras para usá-las assim, sem motivo.
Então me faço de criança, colorindo as nuvens com pedaços gigantes de giz de cera e inventando canções para quebrar a monotonia que me envolve constantemente, eternamente.
Meu mundo é nessas canções, colorido de giz de cera fora das linhas.
O resto é a vida real, que não merece atenção.
escrito por Gabriel Caropreso às 18:21