terça-feira, 19 de agosto de 2008
cidades e jogos.
Eu inventei cidades.
Em uma delas, as pessoas dançariam uma coreografia eventualmente, quando uma música pre-determinada tocasse nos auto-falantes da cidade. Essa coreografia seria ensaiada em todas as escolas.
Quem não dançasse seria preso.
Em outra, não haveriam portas, cada um abriria a sua própria com uma marreta.
Aqueles que prezassem muito por paredes construiriam janelas bem grandes e baixas.
Noutra, os serviços de transporte e iluminação pública seriam fornecidos por grandes empresas de efeitos especiais.
Os turistas aplaudiriam, impressionados com as corridas emocionantes entre lotações equipadas com óxido nitroso e trens-bala e com as lâmpadas intencionalmente fracas ou fortes, dependendo da atmosfera a ser atingida em cada via.
Eu também inventei jogos.
Um deles era disputado por pessoas com altos graus de miopia. Seus óculos seriam colocados em pontos estratégicos de uma grande arena, aquele que encontrasse seu respectivo par de óculos primeiro, vencia.
Pisar nos óculos alheios é falta. Cenoura cai no anti-doping.
Outro era disputado por gerentes de diferentes áreas do comércio e prestação de serviços. O objetivo é nocautear o adversário de tédio.
Gerentes de RH teriam um time incomparável.
escrito por Gabriel Caropreso às 20:33