domingo, 15 de junho de 2008
fênix.
Cresce dentro de mim.
Queima minhas entranhas, todos os meus órgãos vitais.
Ódio.
Queima meu oxigênio, então não respiro e não penso.
Queima meu coração e minha pele, então não sinto.
Queima minha retina, então não vejo.
Construo mil homicídios imaginários.
Não satisfeito, projeto mil suicídios.
Temo a mim.
Tenho a mim apenas.
Caminho entre o fogo e sobre as brasas.
Queimo, sem dor.
Então durmo e espero.
Amanhã, outro surge.
Sigo em combustão constante.
escrito por Gabriel Caropreso às 17:49