domingo, 10 de fevereiro de 2008



o meio.

Toda quarta-feira. Pessoas conversam assuntos sem importância em loops infinitos, enquanto aqueles quatro amigos tocam seus instrumentos em uma louca improvisação descompassada que dura séculos. Ali ninguém tem hora para voltar, já que não é mais possível voltar.
O garçom insiste em trazer "Uma breve história do tempo" quando pedimos os cardápios, e os clientes costumeiros folheiam menus de outros lugares enquanto movem suas colheres despreocupadamente em xícaras de chá pela metade.
Nós passamos algum tempo tentando entender o lugar, mas acabamos desistindo e curtindo o resto da noite, que havia acabado de terminar e começar novamente, como qualquer professor de etiqueta nos aconselharia.
Não que não houvessem professores de etiqueta, mas eles estavam preocupados demais apostando na corrida de castores, tradicional evento anual.
Tiramos férias, e nos lembramos mais uma vez de como seria nossa vida em outras ocasiões.
Não tão boa assim.


escrito por Gabriel Caropreso às 21:35


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